** PAISAGENS PARAENSES **


15/02/2006



 

A palavra


soa
como um rio
um murmúrio


um tom acima


um crepitar
de lamas
um desvelo


um farfalhar
de escovas


sons guturais
de um cego que
enxerga o fim


mãos
que se apertam
acolhem a benção


se cruzam
no escuro
gritam no gozo


cismas de velhos
crianças calam
massas ululam


a língua úmida
o dente tenso
cordas canoras
 

Escrito por Guilherme Andrade às 08h06
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13/02/2006


São Geraldo, verde o ano todo!!!

Escrito por Guilherme Andrade às 10h48
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